Ads 468x60px

sábado, 31 de outubro de 2015

A REFORMA PROTESTANTE NA VISÃO DE LUTERO

     Igreja Vitória


     Para comemorar o Dia do Protestantismo (31/10), reproduzirei as palavras do reformador Martinho Lutero escrita em 1545, onde ele recordou a mudança fundamental que havia ocorrido em sua vida ao descobriu o evangelho da graça de Deus:
“Embora vivesse de modo irrepreensível como monge, eu sentia que era um pecador diante de Deus, tendo uma consciência extremamente perturbada. Eu não podia crer que ele era aplacado pelas minhas obras de satisfação. Eu não amava, sim, eu odiava o Deus justo que pune os pecadores e, secretamente (se não de maneira blasfema, certamente com grande murmuração), eu estava irado com Deus e dizia: ‘Como se não seja suficiente que miseráveis pecadores, eternamente perdidos por causa do pecado original, sejam esmagados por todo tipo de calamidades pela lei do decálogo, sem que Deus acrescente dor à dor através do evangelho e também pelo evangelho nos ameace com a sua justiça e ira!’ E assim eu me encolerizava com uma consciência feroz e perturbada. Não obstante, recorri importunamente àquela passagem de Paulo, desejando mui ardentemente saber o que São Paulo queria. Por fim, pela misericórdia de Deus, meditando dia e noite, dei atenção ao contexto das palavras, a saber: “Nele se revela a justiça de Deus, como está escrito: ‘Aquele que é justo pela fé, viverá”. Aí comecei a entender que justiça de Deus é aquela pela qual o justo vive por um dom de Deus, a saber, pela fé. E este é o sentido: a justiça de Deus é revelada pelo evangelho, isto é, a justiça passiva com a qual o Deus misericordioso nos justifica pela fé, como esta escrito: “Aquele que é justo pela fé, viverá”. Aqui eu senti que havia plenamente nascido de novo e que havia entrado no próprio paraíso através de portas abertas. Ali revelou-se a mim uma face inteiramente nova das Escrituras. Com isso, percorri de memória as Escrituras. Também encontrei uma analogia em outras expressões, como a obra de Deus, isto é, o que Deus faz em nós, o poder de Deus, com o qual ele nos torna fortes, a sabedoria de Deus, com a qual ele nos torna sábios, a força de Deus, a salvação de Deus, a glória de Deus. E exaltei a minha palavra mais doce com um amor tão grande quanto o ódio com o qual eu antes havia odiado a expressão ‘justiça de Deus’. Assim, essa passagem de Paulo verdadeiramente foi para mim a porta do paraíso”.
Essa mesma experiência tem sido vivida por milhares de pessoas em todo o mundo. Estas, através da fé em Cristo e sob a orientação da Bíblia, têm nascido de novo e livrado-se das garras da religiosidade e suas prisões: mérito humano, recompensa das obras e privação da certeza da vida eterna.
O drama religioso de Lutero é o drama de muitos. Mas aquele poderoso Evangelho pregado por Jesus e seus apóstolos, que tem sido adulterado por tradições e crendices, é o poder de Deus e pode mostrar a todos os aflitos a porta do paraíso e fazê-lo encontrar os braços do Pai.
 Desejamos a todos os protestantes que continuem seguindo a Cristo, convictos de que nossa história representa o triunfo da graça de Deus. E como dizia o salmista: “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele” (Salmo 118:24). Que Deus nos ajude!

Nenhum comentário:

Postar um comentário