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segunda-feira, 6 de julho de 2015

REGENERAÇÃO: O NOVO NASCIMENTO

"A isto, respondeu Jesus: 'Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus'" (João 3.3).

Igreja Vitória

A regeneração é um conceito neotestamentário que nasceu, ao que parece, a partir de uma imagem parabólica que Jesus usou para mostrar a Nicodemos a interioridade e a profundidade da mudança que até mesmo os judeus religiosos deveriam ser submetidos a fim de ver e entrar no reino de Deus, e assim, terem a vida eterna (João 3.3-15). Jesus retratou a mudança como “nascer de novo”.
O conceito é de Deus renovando o coração, o núcleo da essência de uma pessoa, implantando um novo princípio de desejo, propósito e ação, uma dinâmica na disposição que encontra expressão na resposta positiva ao evangelho e seu Cristo. A frase de Jesus: “nascer da água e do Espírito” (João 3.5) remonta a Ezequiel 36.25-27, onde Deus é retratado como simbolicamente purificando as pessoas da poluição do pecado (pela água), conferindo um “novo coração”, colocando o Seu Espírito em seu interior. Porque isso é tão explícito, Jesus repreende Nicodemos, “mestre em Israel”, por não entender como o nascer de novo acontece (João 3.9-10). O objetivo de Jesus, como um todo, é de que não há exercício de fé em si mesmo para com o Salvador sobrenatural, nenhum arrependimento, nenhum discipulado à parte deste novo nascimento.
Em outro lugar, João ensina que a crença na Encarnação e Expiação, com fé e amor, santidade e justiça, é o fruto e a prova de que alguém é nascido de Deus (1 João 2.29, 3.9, 4.7, 5.1, 4). Assim, parece que, como não há conversão sem novo nascimento, então não há novo nascimento sem conversão.
Embora a regeneração infantil possa ser uma realidade quando Deus assim propõe (Lucas 1.15, 41-44), o contexto normal de novo nascimento é no chamado eficaz, isto é, no confronto com o evangelho e a iluminação quanto à sua verdade e sua significação como uma mensagem de Deus para o próprio homem. A regeneração é sempre o elemento decisivo no chamado eficaz.
A regeneração é monergística: isto é, inteiramente obra de Deus, o Espírito Santo. Ela ergue o eleito do meio dos mortos espiritualmente para uma vida nova em Cristo (Ef 2.1-10). A regeneração é uma transição da morte espiritual para vida espiritual, e uma fé em Cristo consciente, intencional e ativa é o seu fruto imediato, e não sua causa imediata. A regeneração é a obra de que Agostinho chamou de graça “preveniente”, a graça que precede as procedências do nosso coração para com Deus.

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Texto de J. I. Packer. Disponível em: <http://www.reformaerazao.com/2010/02/regeneracao-definicao-j-i-packer.html>.

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