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sábado, 14 de fevereiro de 2015

CARNE VALE: ADEUS À CARNE!


A teoria hoje mais aceita para a palavra “carnaval” é que ela vem do latim carne vale e significa “adeus à carne”. Era uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma quando a Igreja Católica convoca seus fiéis a um período de privação, penitência e meditação como preparação para a comemoração da Páscoa. Durante a Quaresma, a Igreja Católica ordena que não se coma carne, obrigatoriamente, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, e que as pessoas deixem de fazer algo que considerem muito prazeroso.
Perceberam o equivoco oficialmente estabelecido, em 1582, pelo papa Gregório XIII. Sabem que devem praticar um ato de santidade, então libera geral ao pecado antes do período. É como se dissessem: “Eu sei que existe perdão. Vou pecar para aproveitar do perdão que é certo!” Dietrich Bonhoeffer chamou isto de barateamento da graça de Deus. Disse ele: “Graça barata significa justificação dos pecados, e não do pecador. Como a graça tudo faz sozinha, tudo pode também permanecer como dantes. ‘A minha força nada faz’. O mundo continua sendo mundo, e nós continuamos sendo pecadores... Viva, pois, o crente como vive o mundo, coloque-se, em tudo, em pé de igualdade com o mundo, e não se atreva a ter, sob a graça, uma vida diferente da que tinha sob o pecado!”
Será que muitos crentes não têm vivido essa prática? Será que ficamos adiando o compromisso sério com Cristo, mesmo sabendo que já passou da hora de assumirmos tal postura? Dar adeus à carne é difícil para muitos. A vinda de Jesus está próxima! O dia de vivermos a graça de Deus, derramada através do sacrifício de Jesus, já chegou. Está na hora de entrarmos não na quaresma, mas em “quarentena”. É necessário jejum e oração, vigilância e temor, e vida e fé em Cristo, pois o tentador se aproxima como leão para nos devorar.
Uma vez conhecedores da graça de Deus e de sua vontade temos que dar adeus à carne sem fazê-la valer. Quanto mais próximo do nascer do sol mais claro o dia. Tanto mais próximo de compromissos cristãos e de decisões de vida em Cristo mais longe do pecado. No adeus à carne só existe uma festa: a festa em comemoração a nossa liberdade de sua tirania de pecado e dor. Nesta festa não há fantasia, mas somente o rosto da nova criatura. Carne vale! Adeus carne! Vem, Espírito Santo!
Tenha uma semana de vitória no Senhor!

Rev. Lucas Guimarães

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Igreja Presbiteriana Vitória

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