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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ORAÇÃO: CARÊNCIA HUMANA E SUFICIÊNCIA DIVINA

Igreja Vitória

         A oração só existe dentro da realidade da carência humana, gratidão e suficiência de Deus. É nesse espaço que é gerada a oração. Jamais dentro do espaço da suficiência humana e suas pretensões; e nem dentro do espaço da dissimulação e da hipocrisia, pois como diz Tiago em sua carta: “Não suponha esse que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” (Tg. 1.7-8). A verdadeira oração desenvolve-se no desejo do “faça-se a Tua vontade”, como se encontra na Oração do Senhor (Mt. 6.10).
O lugar da oração é o do entrar no quarto e expor os desejos e aflições do íntimo da alma – na inteireza e sinceridade do coração. Dessa postura nasce a oração e somente nela se manterá. Como dizem as Escrituras: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg. 4.6). E mais: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tg. 4.10).
Refletir sobre oração é ser chamado a orar. Neste momento todo o meu ser se eleva e o meu coração já começa a borbulhar de palavras, bem como de um silêncio misterioso. Logo me vem uma força que me faz entrar no quarto do meu interior e neste sublime templo lançar-me em direção ao Pai Nosso.
É através da oração que posso compreender o que seja ser o templo do Espírito Santo. Eu fico pensando na imagem bíblica do templo onde a glória do Senhor descia e o enchia. Na oração a glória de Deus também invade o nosso ser – este humilde templo – e ficamos perplexos com a intensidade da graça, do conforto e da paz que a glória do Senhor proporciona-nos quando em nossos corações. Por um momento, o silêncio nos invade, a calmaria nos visita e ficamos imersos nela até que a primeira palavra surge e transforma-nos em sacerdotes do Eterno. Finalmente, lançando nosso louvor, nossa gratidão e anseios rumo ao seu trono!
Oração: esse mistério, essa graça que se torna canal do nosso encontro com Deus. Encontro porque me dirijo a ele e ele vem a mim. Eu falo e ele me responde; eu choro e ele me consola; eu discuto e ele me acalma; e eu louvo e Deus se alegra!
Nada pode ser comparado com o momento de oração. Ele não é êxtase, é momento de pura lucidez; não é formalismo, é momento de pura comunhão; e não é simples falar, é também íntimo silêncio. Ele não é momento de troca, é momento de pura gratuidade e de doação.
Na oração dois amigos se encontram para comungar, para sonhar juntos e para dialogar. Nada de medir forças e de resistências. Simplesmente, eu, pobre criatura, ouso invadir a presença de Deus para dizer-lhe como eu preciso adorá-lo, agradecê-lo, amá-lo e como preciso da sua ajuda para vencer os desafios da vida. E ele, rico Senhor e Criador, recebe-me por pura graça e amor. Deus compreende minhas limitações e me ajuda a superar meus desafios.
Na oração encontro um pai amoroso, um amigo sincero, um Deus de pura graça... E Deus encontra a mim – às vezes invadido de conflitos, outras vezes saltando de alegria. Contudo, na oração o que importa é o encontro!

Extraído do livro Desenterrando os tesouros de Deus: os princípios da verdadeira oração ensinados por João Calvino do Rev. Lucas Guimarães.

Leia mais sobre oração: A oração da fé

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