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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O AMOR FAZ A DIFERENÇA

Igreja Vitória - amor


“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Apoc. 2.4).

       A história da nossa salvação começa com Deus nos amando de tal maneira que enviou seu Filho para morrer na cruz por nós. Através desse amor, derramado em nossos corações pela fé em Cristo, somos levados a amar a Deus que nos amou primeiro. Por esse amor, somos capazes de amar uns aos outros. A história de nossa salvação e santificação é a história do amor de Deus por nós, e através de nós. Não é por acaso que todas as obras perdem o valor, na perspectiva do Reino, quando realizadas sem amor. Uma igreja que tem perseverança, santidade, discernimento, firmeza em momentos de provações e trabalho intenso para o Reino, mas não tem o cuidado de fazer tudo isto em amor encontra-se em grave perigo. Sem amor é farisaísmo, é religiosidade, é egoísmo, é vanglória, e é desperdício. Com amor é cristianismo, é fé, é humildade, é bênção, e é proveitoso. Na perspectiva de Cristo, o amor é tudo! Sem amor, todo servir é dor! Ou nas palavras de John Stott: “Sem amor tudo perde o sentido”.
       O que parecia uma perda insignificativa diante da operosidade da igreja dos efésios, foi revelado pelo Senhor que o amor, por ser essência, nada compensa a sua falta por menor que seja. As tantas obras não preenchem o vazio do pouco amor! Como diz João Calvino: “Porque nada existe, não importa quão maravilhoso ou extraordinário possa ser, que não é arruinado, pelo prisma de Deus, pela ausência do amor”.
A perda do primeiro amor é um problema sério por ser um acontecimento sorrateiro. A água do amor escoa lentamente diante das preocupações diversas, dos cuidados da vida, dos confrontos no seio fraternal da igreja e da negligência em renovar a mente na prática da experimentação constante da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm. 12.2).
       Voltar ao primeiro amor pressupõe que existiu ou existe um amor verdadeiro. É ai que ecoa a Palavra do Senhor como um redirecionamento e convite para voltarmos ao lugar onde a vida começa através do milagre: do novo nascimento e da justificação (onde os pecados são perdoados), da santificação (onde a vida torna-se uma bênção) e da excelência da doação e comunhão (onde chorar com os que choram é experimentado).
       O primeiro amor: caminho novo aos principiantes na fé e de referência para os crentes maduros – ao qual deve sempre voltar para reestabelecer sua comunhão com Deus e sua igreja. Voltar ao primeiro amor é resgatar os valores corretos, a devoção sincera e a inteireza de coração.
        Não mantenha essa contenda com Deus. Volte ao primeiro amor!

        Rev. Lucas Guimarães

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