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terça-feira, 21 de agosto de 2012

A ORAÇÃO DA FÉ


A oração que nasce da dúvida e do medo não nos traz proveito algum. Melhor seria que não orasse aquele que se dirige a Deus pela via da suspeita. A dúvida coloca sob suspeita a fidelidade, disponibilidade e bondade divinas. Ela chama Deus de mentiroso e sugere que não devemos confiar nele. Se quisermos viver uma vida de oração proveitosa e edificante, devemos lançar fora toda a dúvida e agarrar firmemente a certeza de que seremos atendidos. O sentido da oração encontra-se no fato de crermos que, mesmo rodeados pelo caos humano, nossa voz será ouvida por Deus. Como diz o teólogo suíço Emil Brunner:
‘‘O mundo não é a derradeira realidade, nem a total. Há um Senhor do mundo, um guia de todas as coisas. Pode-se invocá-lo; ele ouve. Posso chamá-lo de ‘tu’; e não volta apenas um eco do meu grito, mas uma resposta dele. A oração tem sentido. E mais: Se assim for, então a oração não tem apenas sentido, mas é a maior das maravilhas’’.
A dúvida transforma a oração na atitude mais sem sentido da existência humana. Por que orar se não cremos que estamos sendo ouvidos e que seremos atendidos? A oração que nasce da dúvida é superstição. Para aquele que lança seus cuidados sobre Deus, pois sabe que ele tem cuidado de nós (1Pe. 5.7), a oração é a experiência mais realizadora e maravilhosa que pode existir. O sentido da oração encontra-se na atitude de fé. Sem fé é impossível agradar a Deus e preencher a expectativa da alma.
Para Calvino, a oração é a superação da dúvida através da confiança no interesse de Deus por nós e nossas necessidades:
‘‘Quanto maior, pois, for o terror com que formos abalados pela crueldade de nossos inimigos, mais vivamente devemos reavivar nosso ardor em oração. Deus, aliás, não precisa receber de nós alguma informação ou ser incitado por nós; mas a prática e o propósito da oração consistem em que os fiéis, ao exporem francamente diante de Deus as calamidades e sofrimentos com que se veem oprimidos, e ao descarregá-los, por assim dizer, em seu seio, se asseguram, acima de toda e qualquer dúvida, de que ele olha com interesse para suas necessidades’’.
“Se olharmos o mundo, morre a oração”, diz o teólogo Emil Brunner. A nossa oração congelaria em nossos lábios; o nosso olhar jamais se ergueria ao horizonte para clamar por socorro, como fez o salmista. Nunca brotaria da nossa alma esta declaração de fé: “O meu socorro vem do Senhor!” (Sl. 121.2). Se olharmos para o mundo e seus absurdos, nossa alma desmaiará de pavor e afundaremos diante das tempestades da vida. Todavia, como diz Paulo, não andamos por vista e sim por fé (2Co. 5.7). Olhamos para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé (Hb. 12.1). Olhando para Jesus, viverá a oração!
Tenha uma boa semana na bênção de Deus!

Rev. Lucas Guimarães

Mais sobre oração leia: Ore que melhora e O que significa orar




* Extraído do livro Desenterrando os tesouros de Deus.

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