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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A OBEDIÊNCIA SANTA


Richard Foster, em seu livro Celebração da simplicidade, tratando da santidade como algo marcado por um preço enorme - cujo custo é nada menos do que tudo, escreve:

‘‘A obediência santa é a fome insaciável por Deus que tornará a pessoa insatisfeita com qualquer coisa menos do que a pérola de grande preço. A obediência santa é o abandono jubiloso da pessoa que vencerá absolutamente tudo para comprar o campo. É a obediência de um Abraão disposto a enterrar a faca em seu próprio filho querido movido pela Kol Yahweh, voz do Senhor. É três hebreus que se recusaram a dobrar os joelhos diante da imagem de ouro. É um Daniel que preferiu morrer a deixar de orar ao único Deus verdadeiro. A obediência santa é o olho singelo que banha de luz toda a personalidade. É a pureza de coração que pode desejar apenas uma coisa - o bem. É uma vida intoxicada com Deus que pode, se assim chamada por Cristo, abraçar riqueza ou pobreza, fome ou fartura, crucificação ou aplausos com igual facilidade.’’

A obediência quando não afeta a maneira como vivemos não passa de um ideal teórico que soa como uma doutrina piedosa. Quando a entrega ao Senhor é somente pela metade, não se estar vivenciando uma obediência santa. Como diz Foster: ‘‘Negar alegremente a nós mesmos, viver em jubilosa auto-renúncia, é a outra metade da qual tantas vezes nos retraímos.’’

É verdade que palavras como ‘‘auto-satisfação’’ e ‘‘auto-realização’’ estimula-nos muito. Já a palavra ‘‘autonegação’’ parece relacionada com humilhação e privação do que nos é de direito. Foster esclarece: ‘‘O que temos deixado de ver é este espantoso paradoxo: a verdadeira auto-satisfação vem apenas através da autonegação. Não há outro caminho. A forma mais garantida de deixar de encontrar a auto-satisfação é buscando-a. ‘Quem acha a sua vida, perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á’ (Mt. 10.39).’’

É necessário e urgente que encontremos no Senhor motivação para entregar a outra metade do que somos e temos. Quando nossa convicção for aquela do discípulo, que declarou que não poderia deixar Jesus, pois somente ele tinha as palavras da vida eterna, estaremos cruzando para dentro da outra metade e nossos pés pisando a terra da obediência santa.

Tenha uma boa semana na bênção de Deus!

Rev. Lucas Guimarães

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