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domingo, 8 de julho de 2012

IGREJA: SEDE DO REINO DE CRISTO



         A tradição antiga já se pronunciava: “Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tem a Igreja como mãe” (Cipriano, séc. III). Alguém testemunhou que deixou a Igreja porque não encontrou graça nela. Porém, para ela retornou pois mesmo não encontrando graça na Igreja pelo menos nela é possível encontrar. No mundo nem possibilidade existe!
         Talvez você seja uma pessoa que foi traumatizada pela Igreja, ou possa ser que seja alguém que traumatiza a Igreja! A relação com a Igreja é inevitável para quem deseja viver a fé em Cristo. Apesar daqueles que afirmam a fé orgulhosos de sua autonomia da Igreja, a dinâmica do discipulado de Cristo envolve o ajuntamento de pessoas chamado nos ensinos de Jesus e dos apóstolos de “Igreja”. É interessante que Cristo afirma sua morte pela Igreja e não pelo indivíduo desprovido de qualquer intenção de promover o bem do espaço possibilitador da graça divina (Ef. 5. 25-27).
          A Igreja é a sede do reino de Cristo. Isto significa, primeiramente, aceitar que Cristo assume seu reinado sobre um espaço, uma realidade. Segundo, que esse espaço pode ser identificado no tempo e no espaço. E, por último, que a sede do reinado de Cristo encontra uma realidade antagônica, onde se vive a privação desse reinado.
          A Igreja é um corpo de pessoas que professam a fé em Cristo com sinceridade de consciência e demonstração de amor, e é governada por homens reconhecidamente envolvidos de piedade. Essa Igreja assume marcas que a torna capaz de, em qualquer espaço ou circunstância, se proclamar como verdadeira igreja. Essas marcas são: a fiel pregação da Palavra, a correta administração dos sacramentos e o exercício da disciplina em amor.
          Vê-se que como sede do reinado de Cristo, a Igreja encontra-se sob o domínio de Cristo. O cristão que exalta a Cristo como assentado a direita de Deus, com todo poder e autoridade, deve procura os meios legais e espirituais para denunciar o mal quando ele lançar seus tentáculos contra a Igreja, e buscar a edificação do corpo através do seu ajustamento para a glória de Deus. A exclusão da Igreja não é apenas como se fosse a desassociarão de um clube. A exclusão da Igreja, nesse caso através da marca da disciplina (mas pode ser pela alienação de sua comunhão e graça), é uma decisão espiritual com consequências espirituais. Fora da Igreja encontra-se o domínio do inimigo. Não existe outra alternativa ou possibilidade! As portas do inferno não prevaleceram contra a Igreja (Mt. 16.18). Fora da igreja as portas do inferno prevalecem!
          O domínio do inimigo prevalece até a reconciliação do cristão com a Igreja, a sede do domínio de Cristo. Retornar a igreja é prova do retorno a Cristo e do destronar do reino do mal.
           É a partir da Igreja que Cristo reina e estende seu reino sobre nossa vida, família e sociedade. Não se pode pensar que outra estrutura possa servir para a vivência, proclamação e ampliação do reino de Cristo senão pela Igreja.
           O ato visível de nosso retorno a Cristo é a reconciliação com a Igreja. Quem retorna a Cristo encontra o caminho para os braços da Igreja. Quem se reconcilia com a Igreja, abraça a Cristo e seu governo! Devemos seguir a fé que nos foi dada uma vez para sempre: a Igreja é a mãe dos fiéis!
           Tenha uma boa semana na bênção de Deus!

           Rev. Lucas Guimarães

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