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domingo, 29 de abril de 2012

PRÁTICAS PARA SER CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO (Ef. 5.18-21)


O texto bíblico nos coloca, primeiramente, diante de um imperativo: encher-se do Espírito. O imperativo no texto grego implica numa ordem que requer plena obediência. Desta forma, assim como a ordem para não se embriagar deve ser observada, a ordem para ser cheios do Espírito também. Outra observação, é que no original grego, o verbo encontra-se no passivo. A melhor tradução seria: ...mas deixem o Espírito encher vocês... O copo é sempre passivo ao enchimento de água. A passividade não significa ficar parado apenas. O copo foi estruturado e forjado para receber água. Ele existe para ser cheio. Assim é o crente!
John Piper, explicando sobre ser cheio do Espírito, escreve: “Como você se embriaga com o vinho? Você o bebe… em grande quantidade. Então, como ficaremos embriagados (cheios) com o Espírito? Bebamos dele! Bebamos em profusão.“ O Espírito é o vinho de Deus!
Se devemos deixar o Espírito nos encher dele, ele nos levará a vivenciar três práticas que farão com que o nosso cálice transborde:
1. Falar entre vós com salmos e louvar de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais – Veja que o Espírito Santo quer nos embriagar dele ao usar o nosso falar como meio de nos alegrar nele e como forma de louvá-lo. Veja que a alegria é vivida de forma relacional, e o louvor como meio de tornar a música instrumento para ter mais do Espírito. O que eu falo e o que eu canto são instrumentos do Espírito para ter mais dele.
2. Dar graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de Jesus – Onde a gratidão reina, o Espírito enche o cálice. Onde impera a ingratidão, o vazio de alma se aprofunda. A gratidão, que é instrumento do Espírito para ter mais dele, tem seu efeito quando é vivida de forma totalizadora: dar sempre graças (continuidade) em tudo (abrangência).
3. Sujeitar uns aos outros no temor do Senhor – O centro da sujeição, que é instrumento do Espírito para nos encher dele, tem como centro Deus. Por que me sujeitar? Porque temo a Deus. Veja que não é dito que a sujeição se dirige a um senhor. Ela tem por alvo a todo o membro da igreja. Somos submissos a autoridade de qualquer irmão sobre nós no Senhor. Na sujeição, Deus quebra a dura cerviz de nosso orgulho. Quem ainda não aprendeu a baixar a cabeça sob a força do temor do Senhor, encontra-se com sua boca fechada para o vinho de Deus. A sujeição no temor do Senhor acontece porque cremos que essa é a vontade divina. Deus não gerou rebeldes e contradizentes, e nem orgulhosos e exaltados. Ele gerou filhos que se submete devido ao temor e não porque seja fraco ou não tem condições de fazer prevalecer seu direito, sua oportunidade e sua vez. A bênção da sujeição é que além de entregar ao Senhor a nossa causa, somos enchidos do Espírito nessa condição. Estevão cheio do Espírito Santo se sujeitou e viu Jesus em sua glória (At. 7.55). Quem não aprendeu a olhar para baixo em sujeição, não terá condições de olhar para cima e ver a glória do Senhor.
Sejamos cheios do Espírito Santo. Que nessa semana que se inicia, a bondade de Deus permaneça sobre você e família.

(Esboço da mensagem pregada pela Rev. Lucas Guimarães na Igreja Presbiteriana de São Vicente em 29/04/12)

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