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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Igreja Vitória: Aprendendo a viver contente



Como se aprende a viver contente? Primeiro é necessário saber viver a condição de vida presente. Paulo dizia que sabia estar humilhado ou exaltado (Fl. 4.11-13). Em um ou outro estado de vida, ele não se iludia e nem criava expectativas ilusórias. A humilhação não o agredia, pois ele sabia vivê-la. Ora, por mais perversa que seja a humilhação, ela não poderá tirar nossa humanidade e nem nosso valor de filhos e amados de Deus. A exaltação não o seduzia, pois ele sabia vivê-la. Por mais sedutora que fosse a exaltação, era necessário tornar claro que toda a glória pertence a Deus. Nosso valor e estima encontra-se na graça e no amor de Deus!
Saber viver uma condição de vida é o segredo para uma vida contente. Isto não significa uma proibição para pensar na superação ou resignação perene. Significa que não produzirei ilusões e nem desespero em meu coração. Uma condição se impõe e é necessário vivê-la, pois a superação depende da resposta que a damos. Vencemos um estado de vida não a partir de fora, mas de dentro. Quando sei viver um estado de vida que se impõe a mim, encontro o caminho para viver contente nele (até quando Deus quiser) ou viver contente nele até superá-lo.
Acredito que no aprendi-zado do viver contente encontra-se o ensino de que a graça de Deus nos basta. Esforçamo-nos para superar isto ou aquilo, para conseguir algo ou para viver de determinado maneira e esquecemos que a felicidade depende bem menos do que tudo isto. Ora, quanto mais bens e serviços ao nosso redor mais infelizes seremos. Quanto mais graça de Deus mais felicidade. Mais graça significa menos dependência das coisas daqui e mais dependência da alegria de Deus.
No aprendizado do contentamento encontra-se o valor da experiência de vida. Deus permite que passemos por momentos de tribulações e dores para nos levar a ter experiências de vida. O livro dos provérbios é formado por experiências de vida. Ele é o livro de sabedoria. No aprendizado do contentamento Deus nos leva às experiências de vida para nos tornar sábios e experientes. Nas provações Deus nos faz passar por determinada experiência para que nas tentações tenhamos sabedoria. É lamentável que determinados problemas sejam vividos várias vezes como se fossem a primeira. Sofremos, murmuramos e lamentamos como se fosse a primeira vez. Na primeira vez que fomos caluniados é possível que tenhamos sido pegos de surpresa e tenha nos causado danos que precisou da cura divina. Na segunda vez é necessário que digamos: “Já sei o mal que a calúnia produz, pois já passei por essa experiência. Ela não me pegará desprevenido. Conheço seu mal. Deus me vacinou contra ela!” Paulo diz que a experiência é fruto da perseverança, e que a experiência produz esperança. Em outras palavras. Por perseveramos temos experiência. Se sofremos calúnia e a suportamos, passamos a ter experiência com a dinâmica da calúnia. E se chegamos a ter experiência teremos esperança, pois se sobrevivemos a calúnia a sabemos que ela não tem poder de nos tirar o futuro. Eis a fórmula de Paulo: “tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança (Rm. 5.3-4). A esperança não confunde ninguém. Ela orienta e mantém o nosso coração na poderosa força do amor de Deus!         
Tenha uma semana abençoada por Deus!

Rev. Lucas Guimarães

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