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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A CRUZ E A RESSURREIÇÃO


      John Stott afirma que: “O sofrimento sem dúvida se constitui o maior desafio da fé cristã.” Todavia, ele acredita que a morte de Cristo nos apresenta Deus presente no meio da dor e levando-nos a superá-la. Diz ele:
      “Eu mesmo jamais poderia crer em Deus, não fosse pela cruz. O único Deus em quem creio é aquele que Nietzsche ridicularizou como sendo 'Deus sobre a cruz'. No mundo real da dor, como alguém poderia adorar um Deus que fosse imune a ela? Entrei em muitos templos budistas em diferentes países da Ásia e fiquei em atitude respeitosa diante da estátua de Buda com suas pernas cruzadas, os olhos fechados, o vislumbre de um sorriso ao redor da boca, um olhar distante na face, desvencilhado das agonias do mundo. Todas essas vezes, no entanto, depois de um tempo, tive de dar as coisas a ele. E na imaginação me volto para aquela figura solitária, curvada e torturada na cruz, com pregos nas mãos e nos pés, com as costas laceradas, os membros distendidos, o semblante sangrando por causa dos espinhos, a boca seca e uma sede insuportável, mergulhado na escuridão do abandono de Deus. Esse é Deus para mim! Ele deixou de lado sua imunidade e morte. Ele sofreu por nós. Nossos sofrimentos se tornam mais suportáveis à luz do sofrimento dele.”
      Na cruz está o Deus da compaixão que dispensa perdão ao pecador perdido. Ali seu sangue é saúde e vida. Nas suas feridas somos sarados!
     Mas Jesus não ficou na cruz. Ele não somente se identificou com nossa dor e deixou-nos sem sua superação. Como diz John Stott, “A mais fantástica de todas as afirmações cristãs é que Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos. Ela força a nossa credulidade ao limite.” Na experiência humana a morte é absoluta. Porém, Jesus não somente morreu, mas conquistou a morte. Ele é o único capaz de declarar esse fato!
     Desta forma, a ressurreição assume o direito de ter a última palavra. Na ressurreição de Cristo, a esperança é entronizada e destituído o medo. O poder de Deus se impôs e a vida eterna foi outorgada aos que crêem no nome de Jesus Cristo.
Desde o momento da ressurreição, não devemos procurar Jesus dentre os vultos mortos. Ele está assentado soberanamente à direita de Deus.
     A ressurreição é o grito de vitória! Porque ele vive posso crê que a esperança em Deus é a força de nossa fé. Na superação de Cristo está a nossa supera-ção. Na sua ressurreição está a nossa. Aleluia, Cristo vive!

Rev. Lucas Guimarães

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