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terça-feira, 5 de abril de 2011

USO DAS PALAVRAS - CAMINHO DA PERFEIÇÃO

Porque todos tropeça-mos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo (Tiago 3.2)

Tiago advoga que todos nós tropeçamos em muitas coisas. Essa constatação deveria nos levar a vivermos mais vigilantes. O risco de tropeço é o risco da queda. Louvado seja Deus, pois se cairmos ele é poderoso para nos levantar! São tantas as armadilhas e muitas as tentações! E as consequências são sempre desastrosas! Essa constatação também deveria produzir em nós mais humildade. “Todos” tropeçamos! Nem um sequer vive sem tropeçar. O tropeçar envolve todas as áreas. Tiago mostra que é possível não tropeçarmos em algumas áreas. Nessas áreas o não tropeçar é de um valor inestimável. Segundo Tiago, todos tropeçamos. Ainda que possamos tropeçar em outras áreas, mas não no falar, seremos perfeitos varões. A verdadeira varonilidade é o resultado do correto uso da língua!
O falar é responsável pela nossa comunicação, pela formação de nossas ideologias e de nossos preconceitos. Tiago tenta mostrar que a palavra tem um poder maior: o poder sobre nós. Na medida que você fala e se comunica começa a vivenciar o falado. Somos aquilo que falamos. Tiago mostra que o falar é expressão de nossos instintos, de nossos desejos e hábitos. Uma natureza não domesticada jaz em nós e se revela através de nosso jeito de se comunicar. Não é por acaso que Tiago advoga que quem não tropeça no falar é capaz de controlar todo o corpo. Se em nossa língua está o escape dos impulsos de nossa natureza má, controlá-la é colocar tais impulsos de forma que eles percam sua potencialida-de e não passem de uma possibilidade.
A constatação de Tiago é reveladora: o domínio próprio pertence a quem controla a língua, pois ela é o escape de toda nossa pecaminosidade latente. Dominar a língua é caminhar rumo a perfeição!
Tão sério é esse assunto que Tiago já havia dito antes que se alguém afirmava ser religioso e não refreava sua língua, a religião desse era vã e estava apenas enganando a si mesmo (Tg. 1.26). Mapeando essa preocupação de Tiago na sua carta vemos que ele alerta para:
1. Sermos demorados no falar, ou melhor, que o nosso falar seja acompanhado de uma longa reflexão e meditação (Tg. 1.19);
2. Que o controle da língua é um instrumento eficaz para detectar a nossa espiritualidade (religião) e a possibilidade de estarmos enganando a nós com uma falsa crença (Tg. 1.26);
3. Que o falar e o proceder devem estar de acordo: falo o que vivo, e vivo o que falo. Isto devido à consciência do julgamento de Deus (Tg. 2.12);
4. Que quem não tropeça no falar é capaz de controlar as demais paixões (Tg. 3.2).
Certa revista científica publicou uma matéria sobre a mentira. Na outra edição, um leitor, escrevendo à revista, declarou que seria impossível às pessoas viverem sem a mentira. A mentira tornou-se a aliada das pessoas. Hoje ela é considerada indispensável. Mentira para muitos não é mais um pecado, mas uma justificativa. Essa é a lógica do mundo, mas uma abominação à lei de Deus.

Rev. Lucas Guimarães

Igreja Vitória - Praia Grande/SP.
31/03/11.

Um comentário:

  1. Muito bom o texto!
    Mudando o ditado: "Faça o que eu digo, e faça o que eu faço"!! XD
    abraços,
    http://kamilasarto.blogspot.com

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