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IGREJA VITÓRIA

Para adorar a Deus, amar Jesus, e torná-lo amado!

2016

Essa vitória teremos em 366 dias!

Divulgue as Devocionais de Vitória

Estamos em devoção através da 1ª carta de Paulo a Timóteo.

ESPIRITUALIDADE CALVINIANA

Aprenda com João Calvino a entregar o coração a Deus.

terça-feira, 26 de julho de 2016

LANÇAMENTO DO LIVRO "SER CRISTÃO" NA IP ACOPIARA/CE

Igreja Vitória

Lançamento do livro "Ser cristão: a carta de Tiago e o resgate da identidade cristã" do Rev. Lucas Guimarães na Igreja Presbiteriana de Acopiara/CE ocorrido no dia 21/07/16. A todos, Conselho da Igreja e irmãos, a nossa gratidão pela carinhosa recepção ao nosso pastor e por prestigiá-lo na audição da palestra proferida e aquisição do livro.




domingo, 24 de julho de 2016

IGREJA: CONHECER PARA SER (II)

Igreja Vitória

No nosso último estudo, falamos sobre a Igreja Visível e a Igreja Invisível. Agora vamos adentrar nas marcas ou sinais que qualificam essas duas realidades da igreja. Primeiramente, vejamos as marcas da Igreja Invisível:
1. UNIDADE – Essa unidade é caracteristicamente espiritual. É a unidade do corpo, o corpo místico de Jesus Cristo, de que todos os crentes são membros. Essa marca se impõe na Igreja Visível através da realidade da unidade vivenciada: uma só fé, do só Senhor, um só Espírito e um só Batismo. Isso mostra que a Igreja Visível e a Igreja Invisível não são realidades paralelas, mas parte da mesma realidade. A Igreja Visível encontra-se a caminho de sua expressão máxima: que é a Igreja Invisível. E a Igreja Invisível encontra-se em sua expressão presente: a vivência do Evangelho pela Igreja Visível. Na semente, encontra-se a grande árvore! Estamos sendo germinados pelo Espírito Santo. Revelando a cada dia o que seremos em plenitude.
2. SANTIDADE – A Igreja Visível é formada por “santos mais ainda não perfeitos”, ou melhor, “santos a caminho da perfeição”. Em Cristo, somos santos. Em novidade de vida, temos santidade. Essa é a expressão em nós da Igreja Invisível. Muitos ficam confusos com essa realidade. Outros consideram um absurdo alguém se declarar “santos”. Eles consideram o termo “santo” como sinônimo de “perfeição”. A santidade da igreja visível é a expressão da Igreja Invisível que somos. Visivelmente a santidade se revela como vida devotada a Deus. É a Igreja Invisível se impondo sobre nossa pecaminosidade e nos conduzindo a sermos a Igreja Visível do Senhor.
3. CATOLICIDADE – A Igreja em todo lugar e de todo lugar e de todas as épocas como expressão da fé verdadeira de forma a gerar identidade, comunhão e confissão. Jamais prisioneira de instituições, nação, governo ou movimento. Mas transformadora de instituições, nações, governos ou movimentos.
Quanto a Igreja Visível, ela deve possuir as seguintes marcas ou sinais:
1. PREGAÇÃO VERDADEIRA DA PALAVRA DE DEUS – Isso não significa que não se possa encontrar algum erro de interpretação. Caso ocorra, a Bíblia deve ser o arbitro para o retorno a fiel exposição. Significa, contudo, que a Igreja está comprometida em pregar de forma fiel as verdades fundamentais de forma a promover a verdadeira fé e prática cristã. Essas verdades estão contidas na Palavra. A fiel pregação da Palavra requer fidelidade à Palavra.
2. ADMINISTRAÇÃO CORRETA DOS SACRAMENTOS – Isso significa que os Sacramentos devem ser ministrados em concordância com a Palavra e juntamente com a Palavra. Os Sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor devem ser administrados por legítimos ministros da Palavra de acordo com a instituição divina e somente aos crentes e a seus filhos. Era a marca da Igreja Primitiva e deve ser nossa marca hoje.
3. O EXERCÍCIO FIEL DA DISCIPLINA – É muito estranho que muitos tentem fugir dessa marca característica da Igreja. Se a igreja é o rebanho do Senhor, não se pode imaginar que o cajado do pastor não esteja sob a ovelha desobediente. Conheço pessoas que foram disciplinadas em determinada igreja e recebidas no outro dia em outra. Já presenciei pessoas que são pessoas excelentes até serem repreendidas pela disciplina. No outro dia, mostram-se como maldosas, impertinentes e julgadoras. O pior é quando o disciplinado diz: “Se eu vou sou disciplinado, deveria disciplinar muitos da igreja que se faz de santos”. Esse bloqueou a fonte da graça em sua vida! Vi, contuto, a graça de Deus restaurar vidas através da aceitação da fiel disciplina. O exercício fiel da disciplina é um chamado para a liderança da igreja manter-se atento para o seu cumprimento. Deve disciplinar sim! Por outro lado, o exercício fiel da disciplina pode significar a aplicação da forma correta e bíblica da disciplina: para salvar o pecador e proteger a igreja.
São apenas seis características que se entrelaçam e misturam a Igreja Visível com a Igreja Invisível e tornam os crentes um corpo bem ajustado para a glória de Deus. O mundo olhará e dirá: “Vi Jesus, pois enxerguei a igreja”!

Rev. Lucas Guimarães

Leia também: Igreja - conhecer para ser (I)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

IGREJA: CONHECER PARA SER (I)

Igreja Vitória

No Novo Testamento, a palavra usada para a reunião dos discípulos de Jesus é “Igreja”. Ela foi usada primeiramente por Jesus. Posteriormente, essa palavra adquiriu vários significados:
1. O grupo de cristãos numa localidade definida (igreja local em reunião ou não);
2. Uma igreja doméstica (igreja na casa de alguma pessoa);
3. Todo o conjunto de pessoas que serão ou são reunidas espiritualmente a Cristo como seu Salvador (aqui se percebe a catolicidade, ou seja, universalidade).
Em nenhum momento esses significados expressão estruturas em detrimento da outra ou representam níveis diferentes de comunhão e espiritualidade. A igreja doméstica não deve ser concorrente da igreja local e vice-versa. A comunhão na igreja local não deve ser menos do que em outros espaços. Onde quer que a igreja se encontre, as marcas da comunhão e da fé devem estar presentes. As igrejas domésticas devem ser expressão das igrejas locais e vice-versa. Se não encontramos na Igreja Primitiva qualquer disputa em torno do ser igreja na diversidade de possibilidades (seja de espaço, número de participantes ou estrutura), não deve ser diferente em nossos dias.
Essencialmente, a Igreja é a comunhão invisível e espiritual dos santos (os crentes). Ela inclui os crentes de todas as épocas. Como diz Berkhof: “É o corpo espiritual de Jesus Cristo, destinado a refletir a glória de Deus como esta se manifestou na obra da redenção”. Cada crente, ao participar de sua igreja, deve sentir parte de algo maior e mais extenso. Ele faz parte da igreja que os apóstolos foram membros, que os mártires fez ecoar seu testemunho e que os defensores da fé fizeram do grito do Evangelho a resposta contra o paganismo. Uma nuvem de testemunhas nos rodeia e torce por nós para que levantemos a bandeira da fé com altruísmo, temor e amor.
Além dos significados já destacados, podemos considerar algumas distinções existentes no uso da palavra “igreja”. Vejamos:
1. Igreja Militante e Igreja Triunfante – A igreja militante é a igreja presente. Sua igreja é igreja militante! Estamos empenhados numa guerra contra o maligno. Não é por acaso que vez por outro um cai quando em combate. O inimigo tem força, mas poderoso é Deus para nos fazer levantar. Ore e ajude aos combates dessa igreja que às vezes sucumbem às tentações, lutas e privações. Numa guerra os feridos podem também serem vencedores! Em vez de se escandalizar ao ver um “ferido de guerra” em nosso exército, firme seu coração com esse pensamento: “Realmente o inimigo quer nos abater. Se depender de mim em Cristo Jesus, ele não vencerá e nem derrotará definitivamente o meu irmão”. Já a igreja triunfante é daqueles que já morreram no Senhor. Diz Berkhof: “A igreja no céu, por outro lado, é a igreja triunfante, em que a espada é trocada pela palma da vitória, os gritos de guerra se tornam cânticos de triunfo e a cruz é substituída pela coroa”. Ao pensar nessa igreja, o crente firma seus passos, agarra o escudo da fé e move a espada do Espírito. Sabe que o triunfo é mais além. O caminho até ao céu é percorrido vencendo o diabo!
2. Igreja Visível e Igreja Invisível – O trigo e o joio se misturam. Existem bodes no meio das ovelhas. A verdadeira igreja, que é essencialmente espiritual, o olho humano não pode ver. Então vamos desconfiar do que vemos se ela é mistura? Jamais a certeza de que o trigo e o joio estão presentes em nossa igreja deve produzir desconfiança. Pelo contrário! Devemos olhar para a igreja com os olhos da fé e da esperança em Deus. Até mesmo aquele que podemos considerar como joio em nosso meio, pode ser trigo de Deus. Esse é o chamado da humildade! Aquele que até parece em nosso meio querer um querubim em espiritualidade, pode ser um joio. Esse é um chamado para evitar a vanglória! Olho para a igreja é pela fé vejo somente a Igreja do Senhor. Deus não nos deu a conhece o trigo e o joio antes do Último Dia, pois conhece o nosso coração. Buscaríamos arrancar o joio e destruiríamos o trigal do Senhor. Que o Último Dia me prove o contrário, mas todos os que estão comigo na igreja é para mim a igreja invisível e visível do Senhor! “E por tua imensa graça lá estarei!” – eis a nossa esperança e certeza!
3. Igreja como organismo e Igreja como organização – Isso se aplica a igreja visível. Hoje se percebe pessoas colocando em disputa a igreja organismo contra a igreja organização e vice-versa. Conheço pessoas que são taxativas: “Não quero mais saber de igreja como instituição. Para mim a igreja é organismo”. O coração humano é mesmo enganoso! A Bíblia jamais apresenta tal condição. Ambas as realidades são parte da mesma igreja. Como organização, a igreja torna-se visível nos ofícios, na administração da Palavra e dos sacramentos e no governo eclesiástico. Como organismo, a igreja é a comunhão dos santos em sua vida comunitária e como membros individuais que testemunham a fé em Cristo no mundo. Jamais são indivíduos isolados, folhas secas dadas ao vento e pastores de si mesmos. Foi Jesus quem organizou a igreja em torno dos apóstolos (organização) e foi ele quem a instituiu como comunhão (organismo). Aquele que não se organiza na igreja, não se torna organismo na comunhão da igreja. Sem esse ajuste, não seremos santuário ao Deus vivo!
Concluindo, a Igreja é o grupo dos eleitos que são chamados pelo Espírito de Deus (Igreja Invisível) dentre a comunidade dos que professam a verdadeira fé cristã juntamente com os seus filhos (Igreja Visível).

Rev. Lucas Guimarães

segunda-feira, 11 de julho de 2016