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ESPIRITUALIDADE CALVINIANA

Aprenda com João Calvino a entregar o coração a Deus.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O PROPÓSITO DA BÍBLIA

Igreja Vitória
1.
O propósito da Bíblia não é científico. Isso não significa que o ensino da Escritura e o da ciência estejam de alguma forma em conflito um com o outro, pois ao mantermos cada um em sua própria esfera e discernirmos o que cada um está afirmando, eles não estão em conflito. De fato, se o Deus da verdade é autor de ambas, não poderiam estar. Também não quer dizer que as duas esferas nunca se sobreponham e que nada que a Bíblia diga tenha qualquer relevância científica, pois a Bíblia contém proposições que podem ser (e em muitos casos têm sido) comprovadas cientificamente. Por exemplo, nela está registrada uma série de fatos históricos, como Nabucodonosor, rei de Babilônia, ter cercado, ocupado e quase destruído Jerusalém e Jesus de Nazaré ter nascido quando Augusto era o imperador de Roma. O que estou afirmando é que, embora possa conter dados científicos, o propósito da Bíblia não é científico.
A ciência (pelo menos a ciência natural) é um corpo de conhecimento laboriosamente adquirido pela observação, experimentação e indução. O propósito de Deus na Escritura, entretanto, foi revelar verdades que não podem ser descobertas por esse método (chamado pelos cientistas de método empírico), coisas que teriam permanecido desconhecidas e encobertas se ele não as tivesse revelado. Por exemplo, a ciência pode ser capaz de dizer alguma coisa sobre nossa origem material (embora até mesmo essa permaneça uma questão aberta); apenas a Bíblia revela nossa natureza, tanto nossa nobreza única na qualidade de criaturas feitas à imagem do Criador quanto nosso estado de degradação como pecadores egoístas revoltados contra nosso Criador.
2.
O propósito da Bíblia não é literário. Há alguns anos foi publicado um livro intitulado The Bible Designed to be Read as Literature. É uma edição primorosa. A disposição tradicional em versículos foi abandonada, e a diagramação indicava claramente o que era poesia e o que era prosa. Tudo isso ajuda. Além disso, ninguém, quaisquer que sejam suas crenças ou descrenças, pode negar que a Bíblia contém de fato literatura admirável. Ela fala sobre os grandes temas da vida e do destino humanos e os trata com simplicidade, discernimento e imaginação. Sua tradução do original foi tão boa que em alguns países, como Inglaterra e Alemanha, a Bíblia tornou-se parte da herança literária nacional. No entanto, Deus não planejou a Bíblia como literatura grandiosa. Ela contém fraquezas estilísticas gritantes.
O Novo Testamento foi em grande parte escrito em grego koiné, a linguagem cotidiana do mercado e do trabalho, e muito dele carece de refinamento literário, até mesmo exatidão gramatical. O propósito da Bíblia está em sua mensagem, não em seu estilo.
3.
O propósito da Bíblia não é filosófico. É evidente que a Escritura contém sabedoria profunda – na verdade, a sabedoria de Deus. Todavia, alguns dos grandes temas que os filósofos têm enfrentado não recebem um tratamento exaustivo na Escritura. Vejamos, por exemplo, o grande problema do sofrimento e do mal. Como fenômenos da experiência humana, são figuras proeminentes na Bíblia. Em quase todas as páginas homens e mulheres pecam, homens e mulheres sofrem. Alguma luz é lançada – de forma suprema na cruz – sobre ambas as questões. Mas nenhuma explicação definitiva é oferecida para qualquer um dos dois, tampouco os caminhos de Deus são justificados em relação a eles, em termos aceitáveis pela filosofia humana. Até mesmo no Livro de Jó, que se concentra no problema do sofrimento, Jó por fim humilha-se diante de Deus sem chegar à compreensão da providência divina. Creio que o motivo é o fato de a Bíblia ser simplesmente um livro mais prático do que teórico. Está mais interessada em nos dizer como suportar o sofrimento e vencer o mal do que em filosofar sobre sua origem e propósito.
A Bíblia não é, portanto, basicamente um livro de ciência, nem de literatura, nem de filosofia, mas de salvação.
Com isso, devemos atribuir à palavra salvação o sentido mais amplo possível. A salvação é muito mais do que meramente o perdão dos pecados. Ela inclui o amplo alcance do propósito de Deus de redimir e recuperar a humanidade e, de fato, toda a criação. O que sustentamos a respeito da Bíblia é que ela revela o plano integral de Deus.
Ela começa com a criação, para que possamos saber sobre a semelhança divina em que fomos feitos, as obrigações que repudiamos e as alturas de que caímos. Não somos capazes de entender nem aquilo que somos no pecado nem aquilo que pela graça podemos chegar a ser até que saibamos o que fomos pela criação.
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Texto de John Stott disponível em: http://ultimato.com.br/sites/jovem/2014/12/10/o-que-a-biblia-nao-e/

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

CONDIÇÕES PARA TER UMA PORTA DE DEUS NA VIDA


Mensagem proferida pelo Rev. Lucas Guimarães no dia 09/11/14 na Igreja Presbiteriana Vitória.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ATITUDES DO CORAÇÃO FIRME EM DEUS (SALMO 108)


Mensagem proferida na Igreja Vitória em 19/10/14 pelo Rev. Lucas Guimarães a partir do Salmo 108.

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Igreja Presbiteriana Vitória

sábado, 18 de outubro de 2014

ORAÇÃO: DEVER E FÉ

Oração: dever e fé - Igreja Vitória

‘‘Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer’’ (Lucas 18.1).

      O testemunho evangélico afirma que a parábola da importunação da viúva ao juiz iníquo é uma lição pedagógica de Jesus para que os discípulos atentassem sobre a importância da oração. Vê-se nele duas ênfases: do evangelista e do próprio Jesus. Dado o texto bíblico, é possível destacar quatro verdades sobre oração.
        Primeira, se o próprio Jesus a tornou palco de seu ensino, significa que ele a conferiu importância. A oração é parte da experiência cristã de discipulado. Um dos principais ensino prático de Jesus aos discípulos foi sobre oração. Nesse sentido, o que Jesus primeiro fez foi ensinar a orar e não ensinar sobre oração. A teoria da oração se aprender através da prática da oração. Aquele que começa pela teoria da oração corre o risco de nunca aprender a prática: nunca entrar na escola do discipulado.
        Segunda, que a oração lida com o que é normativo da vida cristã, sua conduta de fé. A oração é uma questão ética e devocional: ética que forja a devoção, e devoção que inspira a ética. Não se trata de moralismo, mas de afeição para com as virtudes do Reino de Deus (justiça, paz e alegria no Espírito Santo). Assim como se busca em amor a Deus praticar os Dez Mandamentos, a vivência das Bem-Aventuranças e a graça dos frutos do Espírito Santo, será parte das regras de bondade, virtude e fé a oração. 
     Terceira, que a oração é uma norma que não prevê suspensão. Não se pretende suspender o respeito à vida para atentar contra ela. Não se pretende cair em delito e tomar para si o que é do outro (furtar/roubar). Semelhantemente, não se deve deixar de orar para cair no vacilo da incredulidade e da vida sem Deus.
      E, finalmente, que a oração, como parte da conduta de fé, implica numa condição psicológica de ânimo. A perseverança na oração não é, em si, antídoto ao desânimo. A perseverança deve aprender a conviver com o desânimo. É possível prevalecer na oração e viver desanimado. O ensino bíblico orienta que se deve reforçar a prática perseverante da oração com a prática do ânimo na oração. Não apenas oração perseverante, mas oração animadora e que não deixa perder a esperança.
       O caminho do discipulado passa pela oração como conduta de fé que se exprime como perseverante e dada ao ânimo. Esse é o ensino de Cristo e a orientação evangélica.
       Deus os conduza à vitória!

       Rev. Lucas Guimarães

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Igreja Presbiteriana Vitória!