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IGREJA VITÓRIA

Para adorar a Deus, amar Jesus, e torná-lo amado!

Sua doação de um quilo de alimento não perecível

será nossa vitória contra a míseria!

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA

Para torná-lo vencedor e pleno de amor a Cristo o dia todo!

ESPIRITUALIDADE CALVINIANA

Aprenda com João Calvino a entregar o coração a Deus.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

HINO CASTELO FORTE


Hino do Hinário Novo Cântico nº 155 intitulado "Castelo Forte" de autoria de Martinho Lutero.

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O CAMINHO DO MILAGRE DE CRISTO


Mensagem proferida na Igreja Presbiteriana Vitória em 26/07/15.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

VITÓRIA PELO SANGUE DE JESUS


Mensagem proferida pelo Rev. Lucas Guimarães em 12/05/15 a partir do texto bíblico em Apocalipse 12.7-12.

sábado, 11 de julho de 2015

O BEM-AVENTURADO CHORO

"Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados"
(Mateus 5.4)

Igreja Vitória

"Quase que se poderia traduzir esta segunda bem-aventurança por “Felizes os infelizes”, a fim de chamar a atenção para o surpreendente paradoxo que contém. Que espécie de tristeza é essa que pode produzir a alegria da bênção de Cristo naqueles que a sentem? Está claro no contexto que aqueles que receberam a promessa do consolo não são, em primeiro lugar, os que choram a perda de uma pessoa querida, mas aqueles que choram a perda de sua inocência, de sua justiça, de seu respeito próprio. Cristo não se refere à tristeza do luto, mas à tristeza do arrependimento.
Este é o segundo estágio da bênção espiritual. Uma coisa é ser espiritualmente pobre e reconhecê-lo; outra é entristecer-se e chorar por causa disto. Ou, numa linguagem mais teológica, confissão é uma coisa, contrição é outra.
Precisamos, então, notar que a vida cristã, de acordo com Jesus, não é só alegria e risos. Há cristãos que parecem imaginar, especialmente se estão cheios do Espírito, que devem exibir um sorriso perpétuo no rosto e viver continuamente exuberantes e borbulhantes. Que atitude antibíblica! Na versão de Lucas, Jesus acrescentou a esta bem-aventurança uma solene advertência: “Ai de vós os que agora rides (Lc. 6.25)!” A verdade é que existem lágrimas cristãs e são poucos os que as vertem.
Jesus chorou pelos pecados de outros, pelas amargas consequências que trariam no juízo e na morte, e pela cidade impenitente que não o receberia. Nós também deveríamos chorar mais pela maldade do mundo, como os homens piedosos dos tempos bíblicos. “Torrentes de águas nascem dos meus olhos”, o salmista podia dizer a Deus, “porque os homens não guardam a tua lei” (Sl. 119.36). E Paulo escreveu sobre os falsos mestres que perturbavam as igrejas do seu tempo: “Pois muitos andam entre nós... e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp. 3.18).
Mas não são apenas os pecados dos outros que deveriam nos levar às lágrimas, pois temos os nossos próprios pecados para chorar. Ou será que eles nunca nos entristeceram? Será que Thomas Cranmer exagerou quando, num culto comemorando a Ceia do Senhor, em 1662, colocou nos lábios das pessoas da igreja as palavras: “Reconhecemos e lamentamos nossos múltiplos pecados e maldades”? Será que Esdras errou quando orava fazendo confissão, “chorando prostrado diante da casa de Deus (Ed. 10.1)?” Será que Paulo errou ao gemer: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” e quando escreveu à pecadora igreja de Corinto: “Não chegastes a lamentar?” Penso que não. Temo que os cristãos evangélicos, exagerando a graça, às vezes fazem pouco do pecado por causa disso. Não existe suficiente tristeza por causa do pecado entre nós. Deveríamos experimentar mais “tristeza segundo Deus” no arrependimento cristão (2Co. 7.10), como aconteceu com o sensível missionário cristão junto aos índios americanos do século dezoito, David Brainerd, que escreveu em seu diário, a 18 de outubro de 1740: “Em minhas devoções matinais minha alma desfez-se em lágrimas, e chorou amargamente por causa da minha extrema maldade e vileza”. Lágrimas como estas são a água santa que se diz Deus guardar em seu odre (Sl. 56.8).
Tais pessoas que choram, que lamentam a sua própria maldade, serão consoladas pelo único consolo que pode aliviar o seu desespero, isto é, o perdão da graça de Deus. “O maior de todos os consolos é a absolvição enunciada sobre cada pecador contrito que chora” (Lenski). "Consolação" de acordo com os profetas do Velho Testamento, seria uma das missões do Messias. Ele seria “o Consolador” que curaria “os quebrantados de cora­cão” (Is 61.1). Por isso, homens piedosos como Simeão esperavam ansiosos “a consolação de Israel” (Lc. 2.25). E Cristo derrama óleo sobre nossas feridas e concede paz às nossas consciências magoadas e marcadas. Mas ainda choramos pela devastação do sofrimento e da morte que o pecado alastra pelo mundo inteiro! Só no estado final de glória o consolo de Cristo será completo, pois só então o pecado não existirá mais e “Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap. 7.17)".

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Texto de John Stott. A contracultura cristã: a mensagem do sermão do monte. Editora ABU.

quinta-feira, 9 de julho de 2015